Memória Amante

Seus olhos

Eram infinitamente  belos

Tão próximos, tão distante

Arrebataram meus olhos

Por um instante,

E quase pensei morrer.

Eram infinitamente profundos

Um mar de sensações

Inexploradas,

Um vento a soprar minha negra alma

Aos braços da eterna escuridão.

Seus olhos

Eram infinitamente meigos,

Ao comandar meus sonhos por  inteiro.

E, assim, ao seu poder

Me vi perdido

Infinitamente

Reconhecido.

E por amá-los

Mais que tudo,

Loucamente

Tornei-me

De seus  olhos

Prisioneiro.

 

Retirado do livro ” Os Noturnos”

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4 comentários em “Memória Amante”

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