Rimas Incertas

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Hoje tá chovendo, o céu fechou, até trovejou. Relâmpago clareou, me cegou, como teus olhos negros, que com faíscas brilhantes reluziam em mim. O frio me fez sentir falta do calor, aquele que senti toda vez que tua mão me tocou. Coisa de pele, sempre foi. Pareceu amor por algum tempo, te quis tanto que chegou a doer. Quis.. não tô dizendo que não quero mais. Esse querer não passa com a chuva que cai. A chuva só aumenta essa vontade de você. Mas não me disponho a esperar. Não estou ao seu dispôr. Mas disponha caso queira partilhar seus versos, em especial aqueles que não vai mostrar pra mais ninguém. Por falar em versos, ainda não sei rimar direito. Escuto rap pra ver se agrego, mas a merda do rap só me lembra nosso apego, nossa sintonia, a perfeita simetria que nunca existiu verazmente. Ainda gosto do teu gosto, mas agora é diferente. Não me dilacero pela tua ausência, nem deixo de dormir por falta de um papo bom. Aos poucos tô conhecendo aquela tal força que tu disse que eu tinha, só que eu ainda não sabia. Tô longe do empoderamento, é verdade. Mas vou me fortalecendo a cada dia, a cada partida, a cada abrir de olhos. Você é que nunca verá minha capacidade. Tá longe demais, e assim espero que permaneça.

R. Muniz

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