Pássaro Azul

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Hoje eu preciso falar sobre o que eu sinto. Não tem como prender esse pássaro azul que mora em meu peito. 

Penso, penso, penso…. 

Só chego a conclusão de que, o que eu sinto pode acabar me matando. Como homem bomba, carrego explosivos em meu peito. Sentimentos que não são nem agressivos, nem destrutivos; mas que a opinião dos outros sempre os fizeram parecer ruins demais.

Estou numa prisão em que os mais fortes prevalecem, os racionais ditam as regras. O que comer, o que vestir, o que falar e até o que sentir. Há muito a razão tem tomado conta de tudo. Os mais fracos só tem o direito de calar, abafar os sentidos, e fingir ser racionais. Fingir amar quem não amamos só por ser o aceitável? Fingir ser feliz, só por mera aparência? Isso basta pra vocês? Até quando? Até quando irão sorrir escondendo a dor? 

Querem dizer quem devo amar, mas sinto muito, não posso aceitar isso por nem sequer um dia mais. Na verdade a única coisa que faço agora é sentir muito. 

Sinto muito o que a muito tempo não sentia por medo de desafiar a razão. E muitos me dirão: Você vai sofrer sérias consequências. 

Sim, eu sei. E sinto muito mesmo assim. Esse pássaro azul que vive em meu peito já cansou de ficar engaiolado, e agora quer voar. 

R. Muniz

 

(Inspirada por “O pássaro Azul” de Bukowski)

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Escolhas

escolhas

A vida é feita de escolhas

sim ou não

isso ou aquilo

hoje ou amanhã

amar ou não

sair ou ficar trancada no quarto.

 

E você vive na pressão de escolher o certo. Só não sabe se tá querendo escolher o certo pra si ou pras pessoas em volta.

Infelizmente você nunca vai agradar a todos. Difícil agradar as pessoas, e se você vive querendo agradar aos outros, de quem são as escolhas que você faz?  Pode realmente dizer que escolheu isso? Pode realmente dizer que viveu?

Suas escolhas formam o ser humano que você é, seus amores, seus ódios, suas cicatrizes, tudo é um resultado do que decidiu fazer.  Sua vida, sua história, suas marcas, suas quedas, suas escolhas. Só você pode construir isso. Ninguém deveria decidir por você. Se não tens o mérito por suas escolhas, pode realmente dizer que esta é a sua historia, sua vida?

R. Muniz

Espera

issa

Na fila do banco

No caixa do supermercado

No guichê pra pagar conta

O sistema tá lento?

A operadora de caixa é novata?

Ou minha paciência que tá esgotada?

Aquele tio que ficou de vir pro almoço de domingo

No banco da praça esperando o amigo pra tomar um café

A turma que marcou um rolê

As pessoas estão sempre atrasadas?

Ou eu que sou adiantada?

O dia em que você disse que viria

O “até logo” que falamos (e não foi logo)

A espera por seu “oi, estou de volta!”

São muitos dias que passam?

Os meses estão rápidos e lentos ao mesmo tempo?

Minhas expectativas são muito frustradas?

Ou será meu coração desesperado?

R. Muniz