Pássaro Azul

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Hoje eu preciso falar sobre o que eu sinto. Não tem como prender esse pássaro azul que mora em meu peito. 

Penso, penso, penso…. 

Só chego a conclusão de que, o que eu sinto pode acabar me matando. Como homem bomba, carrego explosivos em meu peito. Sentimentos que não são nem agressivos, nem destrutivos; mas que a opinião dos outros sempre os fizeram parecer ruins demais.

Estou numa prisão em que os mais fortes prevalecem, os racionais ditam as regras. O que comer, o que vestir, o que falar e até o que sentir. Há muito a razão tem tomado conta de tudo. Os mais fracos só tem o direito de calar, abafar os sentidos, e fingir ser racionais. Fingir amar quem não amamos só por ser o aceitável? Fingir ser feliz, só por mera aparência? Isso basta pra vocês? Até quando? Até quando irão sorrir escondendo a dor? 

Querem dizer quem devo amar, mas sinto muito, não posso aceitar isso por nem sequer um dia mais. Na verdade a única coisa que faço agora é sentir muito. 

Sinto muito o que a muito tempo não sentia por medo de desafiar a razão. E muitos me dirão: Você vai sofrer sérias consequências. 

Sim, eu sei. E sinto muito mesmo assim. Esse pássaro azul que vive em meu peito já cansou de ficar engaiolado, e agora quer voar. 

R. Muniz

 

(Inspirada por “O pássaro Azul” de Bukowski)

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Quebrar Os Padrões

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De tempos em tempos você para e pensa no que tá fazendo da vida. Parece que estamos constantemente querendo encontrar um sentido, uma razão. Nada demais né? É natural querer saber o rumo que tá tomando, ter segurança no que vai fazer, nas decisões…
Mas o grande problema hoje, é que estamos constantemente tentando encontrar sentido e razão pra amar. Paramos de amar pelo que o amor é. Queremos amar com objetivo, com segurança, com a razão. (tenho tentado fazer isso, não nego) Quer saber? Isso não funciona no amor, nos relacionamentos. Não deveria haver motivo pra gostar, pra sentir saudade, pra dizer “você faz falta aqui”.
O sentimento e a razão estão em uma luta intensa e constante dentro de mim, e quem sempre perde sou eu.
Estamos sempre pensando no que a sociedade tem nos imposto, e levamos essa preocupação pros relacionamentos. Já parou pra pensar nos grandes romances? Já parou pra olhar aquele casal super apaixonado que passa na sua rua? Eles são o tipo padrão da sociedade? Não né!? É que eles simplesmente amam, e estão se lixando pro que você vai pensar. Os felizes e apaixonados não se preocupam em seguir padrões, afinal, eles amam. Apenas.
Não se trata de uma troca de interesses e benefícios(isso você procura em um emprego). Se trata de trocar carinho, confidência, sentimento, cuidado, amor. É mais do que o dinheiro pode comprar. É mais do que pontos em comum. É mais do que aquela velha desculpa de que “vocês não tem nada a ver”.
É amar, é viver uma grande história. É arriscar. É sorrir ao lado da pessoa. É ter assunto sei lá de onde. É aceitar os pensamentos do outro, mesmo que não o entenda. É pedir pra ficar quando se quer partir. É lutar contra tudo em favor do que sente.
Não, não é nada disso. Isso também é padrão.
Raissa Muniz