Juventude

 

juventude issa

Sou um pecador mas me sinto puro

Que nem a estrela que só brilha no escuro

Não sou ator que com sua arte ganha fama

Sou a pérola suja que a tarde se encontra na lama

Olhem os acertos de quem as vezes erra

Porque culpa a gente se vocês promovem a guerra?

A incerteza bate forte a gente anda chutando lata

Sua certeza é nossa morte a cada dia você me mata

Emprego que não quero

Sonhos que não espero

Tenho um caminho para percorrer

Correr de carro ou a pé correr

Sentir o vento da liberdade

O que dentro do peito arde

Quando se tem muita paixão

É difícil ter o pé no chão

Leva o tempo todo em sonhar

Mas com tanto imã te puxando é difícil voar

Na luta contra um desejo insano

O que há entre o santo e o profano

Brilha uma vida no sorriso

Alegria plena ou só riso

Olha nos olhos de quem tem uma vida

E saiba decifrar sonhos que até Deus duvida.

R. Muniz e D. Ávila

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Domingo

casal

Tava aqui pensando, sonhando com nós dois

numa tarde de domingo

deitados na cama escrevendo poesias

conversando sobre a vida e sobre as coisas profundas das quais você gosta de falar

(que na maioria das vezes nem entendo)

Somos muito diferentes, mas a gente se entende,

Você decifra meus olhares, meus gestos

E sabe a hora certa de fazer do jeito certo pra me deixar feliz

Quando penso nisso, não imagino nada em volta.

Apenas eu, você, uma bagunça de papéis e canetas em cima da cama

E nossos versos surgindo intercalando beijos e entrelaços.

R. Muniz

 

Mendez

desvendar_realidade

Nada sabe sobre a vida

      Parvo ser humano buscando

              O inalcançável

O mais alto e elevado posto

Dando valor ao que é vil

             O que de mais ordinário

   Se viu

                        Tens nas mãos e no coração

Coração que já não sabe a diferença

    Entre Damas e damas

Jogador biltre que no amor

       Usou de blefe sem nenhum pudor

Os tempos de andanças

     Buscando incansavelmente o

               Inatingível

Fizeram-te perder a temperança

               O amor

               O riso

               A vida

 

 

Raissa Muniz

Vassalo

vassalo

Pouco fazemos dieta

Muito falamos, é a bola da vez

Mas no amor não vivemos de merreca

Pouco importa agora o que eu fiz, o que cê fez

Foi pouco tempo, o fim foi duro

Pouco caso, muito cinismo

Me diz agora, qual foi seu lucro?

Era seu objetivo, tipo onda de capitalismo

Te jurei fidelidade como um vassalo

Com superioridade me dominou

Meu benefício era amá-lo

De um grande precipício me derrubou

Era um nobre cavalheiro, só no meu sonho

Gentil, amigável, pura nobreza

Ao seus caprichos e vontade me exponho

Sarcasmo e egoísmo são a sua natureza.

 

R. Muniz

Não perca a fé, nem a vontade de viver bons momentos, por medo de sofrer depois.

issaChega uma hora que o coração já não suporta tanta dor. A cada relacionamento, um novo machucado.

Um amor que não durou.

Uma amizade que acabou.

Um parente que se afastou…

A cada decepção uma nova dor pro coração.

Quem aguenta?

A cada dor sentida, mais pensamentos inquietantes pra tirar a bendita paz.

Você deita, no fim de um longo dia de trabalho, e lá vem todas as lembranças:

Conversas

Risadas

Promessas

Tudo que fizeram juntos e que não vai mais se repetir.

O pior é que a tendencia não é lembrar e pensar:

“Como foi um tempo bom!”

Não!

Não pensa que o que é bom dura o bastante pra ser inesquecível.

Por que quer que seja eterno.

E se acaba, pensa que foi tudo ilusão

Que depositou muitas expectativas nas pessoas erradas.

 

Lembrar das pessoas(dos momentos) de forma positiva pode ser bom.

Sem essa ideia de que tudo e todos só servirão pra trazer mais uma dor.

Não perca a fé, nem a vontade de viver bons momentos, por medo de sofrer depois.

Seu coração não merece isso!

 

R. Muniz

Espera

issa

Na fila do banco

No caixa do supermercado

No guichê pra pagar conta

O sistema tá lento?

A operadora de caixa é novata?

Ou minha paciência que tá esgotada?

Aquele tio que ficou de vir pro almoço de domingo

No banco da praça esperando o amigo pra tomar um café

A turma que marcou um rolê

As pessoas estão sempre atrasadas?

Ou eu que sou adiantada?

O dia em que você disse que viria

O “até logo” que falamos (e não foi logo)

A espera por seu “oi, estou de volta!”

São muitos dias que passam?

Os meses estão rápidos e lentos ao mesmo tempo?

Minhas expectativas são muito frustradas?

Ou será meu coração desesperado?

R. Muniz

Poetizando

poeta

Todo poeta é sofredor

Na matança de sentimento e dor

Anseia a vinda do amor

Deseja ser feliz sem pudor;

Todo poeta finge amar

Um amor que não tem

Finge o poeta ter;

Todo poeta tem segredos

No íntimo do peito

Tem escondido desejos

Que desejou nunca ter;

Todo poeta acredita

Na vinda de um amor eterno

Que de eterno nada tem

Só a ânsia de ir além;

Todo poeta sente

O que é seu

E o que não é

Só pelo prazer de sentir;

Todo poeta se inspira

Na dor alheia

Vez em quando

Pra mais um poema compor;

Todo poeta tem insônia

Pra escrever no silêncio

E se sentir solitário;

Todo poeta é assim

Do jeito que tem que ser

Pois se não fosse tão esquisito

Poeta não iria parecer.

By: Raissa Muniz